segunda-feira, 21 de maio de 2012


Como se comportam 80 milhões de brasileiros na internet

Estudo do IAB Brasil traça os hábitos e as preferências dos consumidores na web, que passam cada vez mais tempo conectados e mostram-se receptivos ao Marketing Digital

Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing | 21/05/2012

sylvia@mundodomarketing.com.br

internet,80 milhões,pesquisa,iabOs brasileiros estão passando cada vez mais tempo online, mostram-se receptivos ao Marketing Digital e mais confiantes na internet. É o que indica o estudo “Como 80 milhões de brasileiros acessam a internet no Brasil”, desenvolvido pelo Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil), em parceria com a comScore, para compreender a audiência online no país e os hábitos dos consumidores no ambiente digital.

De acordo com o levantamento, 36% dos entrevistados passam ao menos duas horas por dia navegando na internet para fins pessoais. A webtambém é a atividade preferida por todas as faixas etárias, de renda, gênero e região: se tivessem 15 minutos livres, 62% dos respondentes optariam por dedicar a atividades online.

“O usuário brasileiro está cada vez mais conectado e por mais tempo, seja acessando pelo computador, tablet ou celular. O tempo de consumo só tende a crescer, com pessoas acessando a internet em vários dispositivos, inclusive o televisor”, explica Ari Meneghini, Diretor Executivo do IAB Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Maior participação dos dispositivos móveis
De 6 a 14 de fevereiro, a pesquisa entrevistou 2.075 pessoas usuárias de internet, entre 15 e 55 anos, sendo 51% homens e 49% mulheres. A presença da web é tanta, que, em casa, o uso já supera o de jornal pela manhã (69% contra 14%, respectivamente) e o de TV à noite (78% acessam a web no período contra 46% que assistem à televisão).

Para 80%, a internet é considerada a mídia mais importante. A TV foi citada por 50% dos pesquisados e o jornal por apenas 37%. Mesmo quando estão assistindo à televisão, 61% costumam estar navegando online. A frequência de acessos à rede também é maior. Enquanto 79% afirmam conectar na internet várias vezes por dia, 56% assistem à TV mais de uma vez no mesmo período.

A mudança de comportamento está ligada ao crescimento da participação de dispositivos móveis. Desktops ainda são a principal forma para acessar a web, com 77%. Os laptops, no entanto, já somam 59% dos acessos e os smartphones, 40%. Tablets em geral e iPads também vêm ganhando representatividade, com 16% e 15%, respectivamente.

Não é à toa que a internet é a mídia mais utilizada em lugares e situações como trabalho (60%), na casa de amigos ou familiares (52%,) escola (44%), restaurantes e cafés (44%), em reuniões com amigos (43%) e no shopping/fazendo compras (34%).

internet,80 milhões,pesquisa,iabE-commerce em expansão
A penetração da web e a mobilidade colaboram para o fortalecimento e a expansão do e-commerce. Além de 65% afirmarem que pesquisam na internet produtos que gostariam de comprar online, 60% já consideram o ambiente digital o mais conveniente para fazer compras.

“Algumas mudanças saltaram aos olhos. A primeira delas é a confiança na internet, que aumentou muito, devido ao número de pessoas que passaram a fazer compras online (32 milhões no total, segundo dados da e-bit)”, conta o Diretor Executivo do IAB Brasil.

A expansão do e-commerce também está ligada à aceitação cada vez maior de ações de Marketing Digital por parte dos consumidores. De acordo com a pesquisa, os anúncios na internet são os que menos incomodam (36%), são os mais criativos (49%) e os mais verossímeis (37%).

Na opinião de 57% dos entrevistados, as ações de Marketing online têm motivado a comprar produtos (57%) ou visitar lojas anunciadas (56%). Já 60% dizem ser incentivados a buscar mais informações sobre os produtos oferecidos. “Acreditamos que em 2015 50% das pessoas que acessam a internet no Brasil estarão comprando online. No ano passado foram 32 milhões, então, se em 2015 a internet brasileira deve estar com mais de 100 milhões de usuários, é provável que 50 milhões estejam comprando online”, ressalta Meneghini.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Mudanças à vista no Varejo


A desconstrução dos processos de compras

Por Gilberto Strunck http://mundodomarketing.com.br

Acabo de chegar da Globalshop, em Las Vegas. 

Um grande congresso focado no Varejo, em sua importância econômica, social (1/5 da força de trabalho dos EUA é empregada por ele), e, é claro, nas novidades e tendências que estão sendo lançadas.

É importante ressaltar que, sendo um evento norte-americano, a Globalshop retrata este mercado, ainda bastante deprimido desde a crise de 2008.

Lá, o consumidor até então acostumado a gastar muito, está mais restritivo em relação ao seu consumo, gabando-se agora de quanto economizou em cada compra do que quanto gastou, como fazia antes.

Em termos de tendências é praticamente impossível prever o que vem por aí. Vejam o exemplo do iPad. Lançado há um ano, este aparelho inimaginável pelo grande público,  já está incorporado a várias lojas, disponível aos clientes como ferramenta para apresentar e informar sobre os produtos à venda, formar listas de possibilidades de compras, chamar um vendedor e até fechar as contas e pagar por elas.

Esta constante e veloz assimilação de novas tecnologias pela nossa sociedade, aliada a acontecimentos geopolíticos, como os ocorridos no Líbano e no Japão, só nos traz uma certeza: o futuro é imprevisível. 

Amanhã tudo será diferente...

Um fenômeno, porém, já é claramente percebido nos EUA e também por aqui: a desconstrução dos nossos modelos de relacionamento com as marcas e, consequentemente, dos nossos processos de compras.

A revolução dos Smartphones

Você já reparou como esses telefones estão alterando substancialmente a forma pela qual planejamos nossas vidas?

Você pode até esquecer a carteira ao sair da casa, mas esquecer o celular? 

Nunca! 

As estimativas são de que, até o final do ano, 50% dos celulares dos EUA e 4% do Brasil serão Smarthpones, que nos permitem comprar a qualquer tempo em praticamente em qualquer lugar.

Em 2010, o eBay vendeu US$ 2 bilhões em bens e serviços, via Smartphones. O dobro de 2009!

Tecnologias como a do self scanning, QR (Quick Response) bar codes, RFID (Radio Frequency Identification), Geo Tracking e NFC (Near Frequency Communication), empregadas nesses aparelhos, estão revolucionando as formas pelas quais compramos, ao permitirem contatos personalizados, para nossos planejamentos de compras, antes de entrarmos nas lojas, dentro delas, nos check outs e em nossas casas.

Essas ferramentas estão sendo rapidamente aplicadas pelas marcas, da indústria e do varejo, permitindo que tenhamos com elas interações muito mais profundas do que tínhamos até três anos atrás, permitindo que dialoguemos com as nossas marcas preferidas e, em algum grau, participarmos das suas gestões.

Da mesma forma pela qual vivenciamos o surgimento e a explosão das redes sociais, através das quais passamos a contar com poderosas formas de aglutinamento e participação nas questões que nos mobilizam, estamos em meio a um processo de transformação radical nos nossos hábitos de compras, em lojas reais ou virtuais.

As marcas que souberem “surfar nessa onda” e estabelecerem vínculos mais consistentes com seus públicos serão as que conseguirão se manter lucrativas pelos próximos anos.