domingo, 29 de janeiro de 2012

Serviços será o setor mais promissor de Marketing em 2012


Levantamento realizado pela Michael Page com dois mil executivos no LinkedIn aponta as frentes de trabalho mais propícias a gerar oportunidades este ano
O setor de Serviços será o mais promissor para os profissionais de Marketing em 2012.

É o que diz um levantamento realizado pela Michael Page com dois mil profissionais de nível executivo em uma enquete no LinkedIn. Segundo o estudo, metade dos participantes acredita que o setor será o maior empregador de profissionais da área este ano.

Em segundo lugar aparece o Comércio (15%), seguido por Indústria e Agronegócios, ambos com 10%. Há ainda 15% que acreditam que todos os setores contratarão mais pessoas ligadas ao Marketing.

O setor de Serviços já representa uma parte importante do PIB Nacional e abrange diversas frentes, como Inteligência de mercado, CRM, Comunicação e Eventos.

A Michael Page acredita que a amplitude do mercado possibilita o surgimento de maiores oportunidades.
Por Letícia Alasse, do Mundo do Marketing | 24/01/2012


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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011


O Facebook está nos tornando infelizes (Facebook Is Making Us Miserable)
De Daniel Gulati com tradução livre de Sérgio Duarte

Quando o Facebook foi fundado em 2004, começou com uma missão aparentemente inócua: -  conectar amigos.

Com cerca de sete anos de vida e 800 milhões de usuários, hoje a rede social assumiu a maioria dos aspectos da nossa vida pessoal e profissional, e está se tornando rapidamente a dominante plataforma de comunicação do futuro.

Mas neste novo mundo de conexões em todos os lugares, o Facebook tem um lado escuro.

Na minha recente postagem (post) percebi que as redes sociais e o Facebook são os principais contribuidores para a ansiedade das pessoas.

É claro que o Facebook, em particular dá um passo adiante em relação a nos fazer pessoas infelizes.
Vamos aos fatos.

Com graus explosivos de crescimento o Facebook tem lançado produtos (aplicativos) como o Newsticker, Top Stories (no new feeds) e grandes fotografias, que têm sido os principais focos com o objetivo de incentivar mais compartilhamento entre pessoas.

E isto constata, precisamente, esta grande quantidade de opções de partilha está ameaçando nosso sentido de felicidade.

Ao escrever Passion & Purpose, monitorei e observei como o Facebook estava impactando as vidas de dezenas de jovens executivos.

Quando lancei minha pesquisa, ela se tornou clara sobre todas as coisas por detrás do Facebook como ligações, comentários, partilhas e postagens. Onde há grandes pistas de ciúme, ansiedade, e, até um caso de depressão.~

Foi dito por um entrevistado sobre o Facebook, por exemplo, que em uma relação com um colega, que o mesmo não fazia nenhum tipo de atualização do mesmo (update), por ciúmes.

E conforme eu ia mais fundo na pesquisa, descobri a rápida ascensão de produtos, responsáveis por formas angustiantes em que o gigante de mídia social fundamentalmente altera o senso diário de bem-estar em nossas vidas pessoais e de trabalho.

Em primeiro lugar, com a criação de celeiro de comparações, já que uma vez que nossos perfis no Facebook são de auto-curadoria, todos os usuários têm um forte viés em direção a promover a divulgação dos marcos positivos e evitar a menção de partes negativas de suas vidas.

Ou de realizações pessoais como: "olha , eu fui promovido!" ou "Dê uma olhada no meu novo carro esportivo," o que cria uma cultura on-line de competição e comparação.

Um entrevistado comentou, também na pesquisa, ainda que: "Eu sou muito competitivo por natureza, por isso, quanto aos meus amigos próximos, após uma boa notícia, eu sempre dou uma evidência"

Comparado-nos uns aos outros há um vetor resultante da infelicidade.

Tom DeLong, autor de Flying Without a Net, descreve uma "Armadilha da Comparação (Comparing Trap, tradução livre). Ao descrever que: "- Não importa o quão bem sucedidos somos e quantas metas nós conseguimos, essa armadilha faz com que devamos recalibrar nossas realizações”. 

É como se nós julgássemos todas as realizações até o momento em nossas vidas contra as vidas dos nossos amigos”, pois estamos colocando padrões impossíveis para nós mesmos, tornando-nos mais inapropriados do que nunca.

Em segundo lugar, o Facebook está ajudando a fragmentar o nosso tempo.

Pois, não surpreendentemente, o Facebook usa a estratégia "horizontal", que incentiva os usuários a fazer logon nos mais diversos computadores.

Meus entrevistados tem regularmente acessado o Facebook a partir do escritório, em casa através de seus iPads, e ao mesmo tempo fazendo compras em seus smartphones.

Isto significa que centenas de milhões de pessoas estão menos "presente" a um único local., estando on-line em vários lugares.

Por ex.: Preso no trânsito? É hora de procurar a uma newsfeed.
Um outro ex. relatou um entrevistado: "Eu quase fui atropelado por um carro enquanto usava o Facebook ao atravessar a rua."

Deixando o risco de dano físico real à parte, o problema com esta constante "tabulação" entre as tarefas da vida real e Facebook é o que os economistas e os psicólogos chamam de "custos de mudança." (há a perda de produtividade associada à mudança de uma tarefa para outra).

O famoso Dr. Srikumar Rao argumenta que, as distrações constantes levam à má qualidade de vida, impactando negativamente no nosso senso de auto-estima.

E por último, em nossa análise, há um declínio nos relacionamentos próximos.

Longe estão os dias onde o Facebook apenas complementava nossos relacionamentos na vida real.

Hoje, o Facebook adiciona novas funcionalidades como chat de vídeo, e ele está se tornando rapidamente um substituto viável para reuniões, construção de relacionamento, e até mesmo reuniões familiares. Cada vez mais há uma interação que substitui formas rica de comunicação como: uma reunião entre pessoas; ou um longo telefonema; ou até mesmo uma encontro em um restaurante - as pessoas tem perdido oportunidades para interagir de forma mais próxima.

Assim, o Facebook continua a adicionar novos recursos para nos ajudar a conectar com mais eficiência online, para que a batalha em manter relações off-line se torne ainda mais difícil, como "as propriedades de proximidade pelas amizade." – afirma o professor de psicologia Jeffrey Parker

Então, o que devemos fazer para evitar as armadilhas do Facebook?

Reconhecendo que "desistir" do Facebook é uma idéia completamente irrealista, ainda podemos tomar medidas para alterar os nossos padrões de uso e reforçar as nossas relações com o mundo real.

Algumas táticas que sugiro incluem o bloqueio de tempo (ao invés de visitar de forma constante durante o dia todo), as pessoas de forma seletiva (pois deveriam cortar nas listas parceiros indesejáveis, como colegas de trabalho fofoqueiros... entre outros) e investir mais tempo na construção de relacionamentos off-line.

E corajosamente excluir o Facebook de seus smartphones e iPads, assim como ficar em log off (desligados) da plataforma por longos períodos de tempo.

E aí, o Facebook está fazendo você infeliz? Que outras dicas você pode compartilhar com as outras pessoas?

fonte: Harvard business Review 
Daniel Gulati is a tech entrepreneur based in New York. He is a coauthor of the new book Passion & Purpose: Stories from the Best and Brightest Young Business Leaders. 

terça-feira, 29 de novembro de 2011


Está toda a profissão inteira de marketing indo na direção errada?

Por  Tom Davenport (tradução livre de Sérgio Duarte)
Fonte: Harvard Business Review

Meu artigo (em co-autoria com Leandro Dalle Mule e Lucker John) em destaque na HBR (Harvard Business Review) na edição de dezembro- sobre negócios de varejo trata de uma doutrina da ortodoxia de marketing: - Os clientes respondem bem às melhores ofertas próximas  "Next Best Offers”(NBOs).

Descrevemos como os melhores profissionais de marketing de consumo estão finalmente começando a reunir informações sobre: o cliente, o produto ou serviços que podem querer, e o contexto de compra - tudo para tornar NBOs (Melhores Ofertas próximas) com tanta precisão para os clientes.

Eu não questiono esta ortodoxia, pessoalmente. Estou tão assediado por e-mail de sucata, por exemplo, quando quase chorei lágrimas de alegria em um outro dia quando recebi uma oferta de desconto de um dos meus restaurantes favoritos (Selva Grill em Sarasota, que faz um bife de maravilhoso).

Eu sabia que era apenas um golpe aleatório, mas isso me fez pensar no poder de NBOs envolvendo produtos e serviços que eu realmente quero.

Eu comprei a oferta de desconto do restaurante, e eu estou supondo que, se NBOs fossem mais bem orientadas, as rodas do comércio girariam muito mais rápido. Eu estaria disposto à sacrificar um pouco da minha privacidade para este tipo de anúncio.

No entanto, algumas das incríveis capacidades NBO deixam-me comentários sobre implicações de privacidade. A Microsoft, por exemplo, tem uma capacidade incrível de ajustar "ofertas" para o seu motor de busca Bing (o produto é livre, pois a Microsoft está apenas tentando levá-lo a usá-lo) com base em uma variedade de fatores incluindo-se: sua localização, idade, gênero, e atividades on-line recentes - que podem se determinada a partir de cookies e outras fontes.

Se você se inscreveu para o Microsoft Passport, a empresa tem ainda mais informações sobre você, que permite a segmentação das ofertas ainda de forma mais eficaz.

Fiquei deslumbrado com a capacidade da Microsoft (facilitada pelo software Advisor Interação Infor que eles usam) para compor um e-mail instantaneamente , no momento que você clicar em uma oferta em sua caixa de entrada; tudo leva cerca de 200 milissegundos.

A Microsoft diz que funciona muito bem para levantar taxas de conversão.
E eu não acho que há abusos da informação pessoal pela Microsoft. Todavia, para reflexão, gostaria de saber sobre o grau que os clientes toleram esse tipo de coisa, uma vez que sabem o que está acontecendo.
Um estudo recente de sobre norte-americanos adultos,  sugere que os consumidores estão muito menos entusiasmados com ofertas direcionadas de marketing.

O título do relatório diz tudo: "Os americanos rejeitam publicidade personalizada".

- 66% dos entrevistados disseram que não querem websites para mostrar-lhes “anúncios sob medida” para seus interesses.

- 49% disseram que não querem que ofereçam desconto “sob medida” conforme seus interesses.

- E os jovens estão tão pouco muito interessados ​​em ser alvo de mensagems NBOS, assim como  velhos (como eu...). 

Além do mais, quando os consumidores são informados sobre as formas comuns que os comerciantes reúnem os dados que eles usam para anúncios alfaiate (Taylor made), entre  73% e 86% dizem que não querem esse tipo de publicidade.

Quando eu tenho discutido este estudo com análise e pessoal de marketing, eles professavam descrença.

Mas a pesquisa é muito bem feita. E se você é de fora os EUA, estou supondo que seus clientes são ainda menos desejosos de se tornar um bullseye (olho de touro) online, do que americanos.

Apesar de outros entrevistados em outras pesquisas, não terem sido tão negativos sobre os anúncios direcionados, é do tempo para marketeiros e executivos seniores de levar a sério a questão da privacidade e preferências dos clientes em NBOs.

Você poderia começar, por exemplo, pedindo que seus clientes se eles realmente querem mensagens NBOs!
Tom Davenport é presidente da área de T.I. e Gerência da Babson College.