terça-feira, 2 de julho de 2013

O Meio Não é a Mensagem? (2)

McLuhan às avessas
Por João Batista Ciaco

Nos anos 60, McLuhan cunhou em seus estudos a expressão “o meio é a mensagem” para mostrar como os meios de comunicação se tornaram extensões do homem e influenciam o comportamento da sociedade.

Os anos avançaram e hoje vivemos a era da tecnologia da informação, tempo em que diferentes ferramentas de comunicação, como os aplicativos de smartphones, se apresentam como novos meios.

São tantos os aplicativos disponíveis atualmente, que apenas aqueles com conteúdo realmente relevante se sustentam.

Nesse sentido, o Waze merece nossa atenção. O aplicativo é uma ferramenta de navegação inteligente, que pela sua funcionalidade já conquistou 40 milhões de pessoas no mundo - 2,5 milhões só no Brasil.

Não são apenas usuários, são “wazers”, que o classificam como a melhor opção para buscar rotas alternativas, ver as condições do trânsito, buscar informações e ainda interagir com outros motoristas. Tamanho sucesso chamou atenção dos gigantes da indústria da tecnologia e as especulações apontam o Facebook como o destino da empresa, que deve ser comprada.

E o que levou o Waze a esse sucesso?
Certamente, a qualidade da informação que oferece.

Hoje, conteúdo qualificado e relevante é o que atrai e conquista as pessoas.

Na publicidade, as regras são as mesmas, e por este motivo as marcas estão repensando os modelos tradicionais de atrair consumidores.
O Bradesco, por exemplo, achou uma forma interessante de utilizar o Waze, e hoje aparecem indicadas nos mapas as agências mais próximas, facilitando a busca dos clientes.

A mensagem, qualificada, assertiva e direcionada, é hoje o grande tesouro dos comunicadores em todas as disciplinas.

No marketing, é a essência de todo o aparato que se constrói para os negócios, de um aplicativo para smartphones a campanhas em PDV e demais ativações, on ou offline.

Voltemos então ao McLuhan.
Certamente o grande estudioso, se estivesse vivo, concordaria que sua teoria vem tomando um rumo contrário.
O meio continua sendo mensagem, mas cada vez mais a mensagem é o mais importante meio para alcançar os objetivos da comunicação.

João Batista Ciaco é diretor de publicidade e marketing de relacionamento da Fiat e presidente da ABA.


Fonte:http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/ponto_de_vista/2013/06/05/McLuhan-as-avessas.html#ixzz2XtOEUQJ2 

sábado, 29 de junho de 2013

Como escrever notícias de rádio e TV

Como escrever notícias de rádio e TV

Seguem dicas para Rádio e TV, no tocante a escrever e transmitir uma notícia. 

Lembro-me que quando comecei em setembro de 1979, não tínhamos muito conhecimento das técnicas de produção de textos nas rádios do Sistema Globo. Existia um repórter famoso, o da motoca azul e o amarelinho da Globo, que girava em busca de furos de reportagem pelo Rio de Janeiro. Estes eram renomados jornalistas, mas produtor de texto era uma coisa que não existia nas emissoras de rádio carioca... Tudo era no improviso.

A lição mais importante, na prática, que tive com alguns locutores de FM e AM que não tinham o privilégio de contar com equipe de produção (uma exclusividade, tão somente, dos comunicadores da rádio Globo), é que tínhamos que escrever textos em 6 linhas e ler em voz alta antes de colocar no ar qualquer mensagem. Se soasse bem ao ouvidos era só abrir o microfone... 

Hoje, a coisa está diferente.


Escrever para televisão, rádio ou vídeo requer um conjunto diferente de habilidades. Uma redação clara e condensada é fundamental. Afinal, um ouvinte de rádio ou telespectador não pode voltar ao texto para reler uma frase.
Para escrever melhor para TV, o produtor multimídia Jehangir Irani recomenda abrir um jornal de grande circulação, pegar qualquer notícia e tentar ler o primeiro parágrafo em voz alta.
Você provavelmente vai achar que o texto "é longo e chato", diz ele, "e vai ficar sem fôlego antes de terminá-lo."
Para ajudá-lo a aprimorar suas habilidades de redação para matérias audiovisuais, a IJNet conversou recentemente com Irani e o instrutor de mídia Estel Dillon. Aqui estão suas dicas mais importantes:
  • Escreva como você fala: Escreva em sua própria voz, em tom de conversa, como se estivesse falando para um único ouvinte. Mantenha as frases curtas. Se tem uma frase longa, que seja acompanhada por uma curta. Quando voltar e ler a narração em voz alta, parece realmente com algo que você falaria?
  • Mantenha o texto simples: Atribua uma frase para cada ideia. Seja claro e conciso, foque na história e não tente ser "inteligente" demais. Muito detalhe pode se tornar irrelevante e perder o foco da história. Evite a maioria das palavras de múltiplas sílabas, palavras que são difíceis de pronunciar, e frases longas e complicadas. "Valorize as palavras curtas", diz Dillon.
  • Forneça especificidade: Embora o objetivo seja escrever de forma clara, você também deve evitar ser geral demais. Dillon diz que jornalistas devem fornecer o contexto sobre qualquer coisa que possa causar confusão ou chocar. Ao descrever as pessoas, não ponha rótulos nelas. Diga exatamente o que fazem em vez de usar seu título oficial.
  • Conte a história em ordem lógica: Certifique-se de que o seu conteúdo tem um começo, um meio e um fim. Não esconda o lide; comunique a notícia perto do início, sem muita armação.
  • Use o tempo presente e a voz ativa: Você deve escrever de olho no fluxo da história e para expressar o que está acontecendo agora. O forte da TV e a rádio é o imediatismo. Para transmitir isso para o ouvinte, use a voz ativa sempre que possível. Tente usar a estrutura de frase com sujeito-verbo-objeto. Por exemplo: "A polícia (sujeito) prendeu (verbo) 21 ativistas (objeto) em protesto no Merlion Park, na tarde de sábado."
  • Escreva para as fotos: O público de de TV e vídeo vai ver porque algo aconteceu. Na televisão, a frase "escrever para a fita" é usada para descrever a forma como o roteiro de uma história é construído em torno das imagens visuais que você recolheu. Não escreva um texto mais longo do que necessário para a história ou as imagens.
  • Uso imagens: O público de rádio precisa imaginar as pessoas, lugares e coisas em sua reportagem. Com suas palavras, crie imagens poderosas e simples. Use verbos descritivos, em vez de adjetivos. Por exemplo, se você diz "ele desfila ou passeia", está dando uma imagem sem o uso de um adjetivo. Mas não deixe que uma redação rica de imagens vivas se transforme em um texto palavroso. Use as palavras com moderação.
  • Deixe o orador falar: Se você está apresentando um programa ou uma entrevista, seja o anfitrião. Não domine o entrevistado da história. Ao entrevistar: "Não encha de 'hummm, ahan" e não fique falando de si mesmo", diz Irani. "Você é apenas um canal cuja função é transmitir uma história/experiência/emoção do convidado para o público."

domingo, 23 de junho de 2013

Nova Pesquisa sobre Rádio 2 - IBOPE e Instituto Ipsos Sensos

Nova Pesquisa sobre Rádio 2 - IBOPE e  Instituto Ipsos Sensos


São Paulo - Tempo médio de exposição nos dials FM e AM também aumentou, atingindo 264 minutos 

O Instituto Ibope Media divulgou o resultado de uma pesquisa que aponta que a audiência das rádios FMs aumentou 14% nos últimos oito anos. Segundo o instituto, o tempo que o brasileiro gasta ouvindo rádio também teve um pequeno crescimento desde 2006. O veículo, de acordo com o Ibope, continua sendo um dos preferidos da população. 

O levantamento realizado pelo Ibope Media abrange o período de 2006 a 2013 e apontou que a audiência do FM no Brasil cresceu 14%. A pesquisa mostrou ainda que o tempo médio gasto pelo ouvinte no consumo do meio nas frequências AM e FM também aumentou. De 254 minutos dispendidos em 2006, os ouvintes passaram a gastar 264 minutos em 2013, número que representa um crescimento de 4%. 

Quando considerado exclusivamente o consumo de rádio AM, o aumento no tempo médio de audição é de 20%, com 202 minutos dispendidos em 2006 e 244 minutos em 2013. Na comparação entre os períodos, o tempo gasto exclusivamente com audição de rádio FM cresceu 8%, com 234 e 253 minutos, respectivamente. 

O Ibope Media também pesquisou o alcance médio das rádios, que mostra com mais fidelidade o número de ouvintes que a emissora alcança. Neste quesito, a rádio FM se manteve estável entre 2013 e 2006 (87,55% e 87,57% respectivamente). 

A pesquisa Easymedia teve a abrangência de nove mercados - Distrito Federal, Grande Belo Horizonte, Grande Curitiba, Grande Fortaleza, Grande Porto Alegre, Grande Recife, Grande Rio de Janeiro, Grande Salvador, Grande São Paulo. Sexo ambos - todos os dias - todos os locais. Períodos de campo: jan a mar/06 - jan a mar/13. 

No final do ano passado, o Instituto Ipsos Sensos divulgou um estudo mostrando que 74% dos entrevistados garante ouvir rádio frequentemente. De acordo com aplicações do estudo, que foi realizado em 13 mercados brasileiros, isso equivale a um contingente de mais de 37 milhões de pessoas. Outro ponto de destaque foi a difusão do meio entre todas as classes sociais. Os ouvintes de rádio no Brasil pertencentes às classes A e B representam praticamente o mesmo percentual dos ouvintes das classes C (42% o primeiro grupo e 46% o segundo grupo). 

Entre os ouvintes, as mulheres são a maioria: 52% contra 48%. Pelo corte de classe social/idade, o maior percentual de ouvintes está na faixa entre 25 e 34 anos, nas classes A ou B. Desses entrevistados, a maior parte consome rádio para passar o tempo livre, ouvir programas específicos ou simplesmente para se distrair. 

Os números mostraram também que o meio continua consumido em paralelo com outras atividades rotineiras. As pessoas ouvem rádio enquanto arrumam a casa, fazem refeições, dirigem, trabalham, etc. Apesar da difusão das plataformas móveis, a maior parte das pessoas (81%) ainda prefere ouvir rádio em suas casas. Em seguida, aparece o carro (com 15%), o local de trabalho (com 9%) e ao ar livre (com 2%). 

Nessa parte do estudo, já foi possível perceber a influência das mídias móveis. Das pessoas que ouvem música ao ar livre, 83% o fazem via celular. Parte de quem ouve música no ambiente de trabalho, também o faz pelo telefone celular (20%). 

O estudo do Ipsos Marplan também mensurou o consumo de rádio em 13 capitais brasileiras. Pelos resultados, Porto Alegre lidera o ranking (81% da população da capital do Rio Grande do Sul consome a mídia com frequência). Em seguida, aparece a Grande Recife (78%), Grande Curitiba e Grande Rio de Janeiro (ambas com 77%), Grande Belo Horizonte (75%) e Interior e Grande São Paulo (73% cada). 

Vale ressaltar a proximidade entre o porcentual entre os mercados, que é de 8%, entre a primeira colocada e a última. Porém, em números absolutos, a tendência é que a região da Grande São Paulo e interior do estado – que contam com 73% - seja a maior de todas, devido ao número de habitantes. É importante destacar que o meio rádio ainda conta com grande receptividade nas maiores regiões do país.