quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Tirar o produto da prateleira e sair sem pagar usando o celular... Amazon GO !

Tirar o produto da prateleira e sair sem pagar usando o celular... 
Amazon Go chegou para revolucionar

Chegou enfim o sonho de qualquer pessoa: entrar no mercado, pegar o produto que quiser e sair sem pegar fila e nem pegar na carteira.



Na segunda feira passada, dia 22 de janeiro de 2018, a Amazon lançou sua primeira loja de venda de produtos, onde você através do aplicativo Amazon Go, entra na loja pega um produto coloca na sua bolsa e o software encaminha a informação para a sua conta gerando a fatura nos mesmos moldes dos aplicativos como o Uber.

Ao sair da loja você vai embora sem pegar filas e não perde seu tempo, e se por acaso pegar um produto e colocar de volta na prateleira, o software registra o retorno evitando a cobrança indevida. Se prepare para esta revolução que em breve, acredito, estará chegando aos supermercados brasileiros. Eu acredito e você?

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Está indo o marketing na Internet na direção errada?

Está indo o marketing na Internet na direção errada?

Adaptado de Tom Davenport em matéria a Harvard Business Review.

 - Os clientes respondem bem às ofertas na Web, as chamadas "Next Best Offers” (NBOs) ? Ou seja, àquelas propagandas que nos perseguem quando estamos navegando ?

Os profissionais de marketing estão finalmente começando a reunir informações sobre o cliente, quando os produtos ou serviços que clientes possam querer ao navegar;  e o contexto de compra são adaptados aos conceito de NBOs (Next Best Oppotunities - Melhores Ofertas próximas).



Eu não questiono as mensagens em sucatas de-mails em minha caixa de entrada, todavia quase chorei de alegria outro dia quando recebi uma oferta de desconto de um dos meus restaurantes favoritos... A experiência foi eficiente.

E eu sabia que era apenas um golpe aleatório de marketing, mas isso me fez pensar no poder de NBOs envolvendo produtos e serviços que eu realmente gostaria ! Naquele momento, aceitei a oferta de desconto do restaurante, e eu supondo que, se NBOs fossem mais bem orientadas, as rodas do comércio girariam muito mais rápido. 

Eu, por exemplo, estaria disposto à sacrificar um pouco da minha privacidade para este tipo de anúncio... No entanto, algumas das incríveis NBO deixam-me intrigado sobre implicações de privacidade

A Microsoft, por exemplo, tem a capacidade incrível de ajustar "ofertas" com o seu motor de busca do Bing tendo como base uma variedade de fatores como a minha localização, idade, gênero, e as atividades on-line (determinadas a partir de cookies e outras fontes).

Na web é difícil navegar sem ser vigiado.

E se você se inscreveu no Microsoft Passport do Windows 10, a empresa tem ainda mais informações sobre você, que permite a segmentação das ofertas ainda de forma mais eficaz.

A capacidade da Microsoft tem no momento que você clicar em uma oferta em sua caixa de entrada leva cerca de 200 milissegundos.

A Microsoft diz que funciona muito bem para levantar taxas de conversão de compra. E eu não acho que há abusos da informação pessoal. Todavia, para reflexão, gostaria de saber sobre o grau que os clientes toleram esse tipo de coisa. 

Um estudo recente de sobre norte-americanos adultos,  sugere que os consumidores estão muito menos entusiasmados com ofertas direcionadas de marketing. O título do relatório diz tudo: "Os americanos rejeitam publicidade personalizada".

- 66% dos entrevistados disseram que não querem websites para mostrar-lhes “anúncios sob medida” para seus interesses.

- 49% disseram que não querem que ofereçam desconto “sob medida” conforme seus interesses.

- E os jovens estão tão pouco muito interessados ​​em ser alvo de mensagens NBOS, assim como  velhos (como eu...). 

Além do mais, quando os consumidores são informados sobre as formas comuns que os comerciantes reúnem os dados que eles usam para anúncios: 86% dizem que não querem esse tipo de publicidade.

Apesar de outros entrevistados em outras pesquisas, não terem sido tão negativos sobre os anúncios direcionados, é do tempo para marketeiros e executivos seniores de levar a sério a questão da privacidade e preferências dos clientes em NBOs.


Tom Davenport é presidente da área de T.I. e Gerência da Babson College.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

FEE MENSAL: COMO DEFINIR SEU VALOR? QUANTO COBRAR?

FEE MENSAL: COMO DEFINIR SEU VALOR? QUANTO COBRAR?

por Maria Eduarda Paschoal

Uma das formas de receita mais empregadas nas agências de publicidade é o tal do "fee mensal". 
O que é Fee Mensal?

Fee é uma mensalidade combinada entre cliente e agência de publicidade para que seja realizado um conjunto de serviços.

Algumas agências trabalham com quantidade de jobs. Outras atuam sem limites de produção. Porém, o mais adequado para manter a saúde financeira da agência de publicidade é combinar uma mensalidade baseada nas horas trabalhadas por seus criativos. Entenda por quê!



Por que precificar o fee baseando-se nas horas é a forma mais eficaz de precificação?

A definição do valor do fee deve se basear nas horas por inúmeros motivos. Para você entender melhor, a seguir citamos alguns exemplos.

- Se o contrato de um determinado cliente não impõe limite de jobs - como acontece com algumas agências que preferem trabalhar o "senso comum de seu cliente" - obviamente, você não tem controle da produção e não tem a opção de negar o desenvolvimento de algum job. Isso significa que, de uma hora para outra, a sua produção pode se intensificar e alcançar o prejuízo.

E isso você deixou claro no contrato que era direito do cliente. E vai ter que cumprir.

- Por outro lado, se você precifica os seus jobs levando em consideração valores de peça, você pode estar ignorando que um Outdoor com ilustrações e vetores personalizados custa um valor maior para a agência que um Outdoor com uma fotografia do Shutterstock. Ou seja, a primeira situação lhe dará uma margem de lucro muito inferior, podendo alcançar até um prejuízo.

Dessa forma, o adequado é entender que algumas peças sugarão mais tempo de seus colaboradores que outras.

E isso não é definido pelo formato - se é uma postagem, um gif, um outdoor ou até mesmo um anúncio impresso de duas páginas para uma revista. Isso é definido pela complexidade de desenvolvimento da peça.

E, você como gestor, precisa estar atento a isso porque essa circunstância influencia diretamente na saúde financeira de sua empresa.

Quanto Cobrar no Fee Mensal?

Siga os passos a seguir e entenda como você deve definir o valor do seu fee mensal.

Observe o Valor das horas dos funcionários.

Explicado o porquê definir a mensalidade baseando-se nas horas consumidas por seus colaboradores, é preciso prestar atenção ao valor das horas de seus funcionários.

Obviamente, criativos com mais competências têm salários mais altos. E isso deve ser levado em consideração quando um colaborador for designado para determinadas funções.

Por exemplo, um criativo sênior que tem um alto valor/hora não deve fazer uma postagem para Facebook de um fee que foi precificado levando em consideração os valores dos criativos júniores. 

Dessa forma, é preciso ter em mãos o valor/hora de seus colaboradores. 

A definição do valor da hora de seus colaboradores deve ser realizada dividindo o salário mensal de seus funcionários pela quantidade de dias dos mês.

Para a conta ser assertiva, leve em consideração apenas dias úteis visto que os demais terá ausência de produtividade. Por exemplo, se o salário de um colaborador é R$1200, e nesse respectivo mês há 22 dias úteis de 8 horas laborais, o valor da hora deste funcionário é aproximadamente R$6,81.

- Defina a quantidade de horas adequadas para seu cliente

Em um planejamento prévio, projete a quantidade de horas adequadas para o seu cliente. Por exemplo, se o ideal é realizar ações mensais em redes sociais, estipule uma quantidade de horas que geralmente é consumida.

Mas deixe claro que essa circunstância é subjetiva e que essa produção pode ser alterada de acordo com as necessidades de comunicação de seu cliente. Lembre-se, é uma projeção.

- Calcule o custo de mão de obra e demais custos

Com o valor das horas de seus colaboradores você já está no meio do caminho para entender o custo dos jobs deste cliente para sua agência. Porém, é preciso entender a hora total da empresa para esta conta.

Analise, nesta etapa, o custo da hora total da agência, e não apenas dos criativos.

Isso significa que você deverá considerar o valor hora do atendimento publicitário mais o do financeiro mais os custos de água, luz, entre outros. Considere tudo e todos que estão envolvidos nesta conta.

Mas, lembre-se que não adianta formular apenas um valor / hora fixo da agência. Existem clientes que não vão precisar de ilustradores, por exemplo, e esse custo não deverá entrar no fee. Muito menos os dos demais atendimentos que não têm relação alguma com essa conta.

- Gere a proposta

Com os custos mais o lucro em mãos, está na hora de elaborar a proposta para seu cliente.

Sabemos que o mercado publicitário é um tanto competitivo e que os clientes têm sede por descontos. 

Mas, lembre-se, que de nada adianta ter uma carteira lotada de contas se estas conquistam prejuízo a sua empresa.

Também de nada adianta possuir um grande cliente que demanda muito serviço a ponto de causar prejuízo porque você quer tê-lo em sua carteira. A não ser, é claro, que ele traga junto muitas outras contas que pagem seu serviço. Mas, acredite!, isso acontece muito pouco. E, quando acontece, ainda assim é difícil impossibilitar um prejuízo.

Esquematicamente, então, para precificar o fee de forma eficaz, você deve seguir as seguintes etapas:

- Definir o valor / hora dos funcionários envolvidos naquela conta;
- Projetar a quantidade de horas adequadas para a conta;
- Definir o valor / hora total de funcionamento da agência;
- Determinar a margem de lucro;
- Gerar a proposta.

Fonte: http://blog.iclips.com.br/fee-mensal