segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

As tendências do varejo para 2019


As tendências do varejo para 2019

Por Walter Longo



Pessoas não compram pelo preço e sim pela relação custo/benefício percebido. E o varejo físico deve entrar no mundo experiencial para fazer frente ao avanço do digital.


Cerca de 2 mil executivos e empresários brasileiros estão retornando neste fim de semana de New York, onde participaram de um dos maiores encontros de varejo do mundo.
Esse evento existe há 108 anos e hoje reúne 37 mil pessoas de 99 países. Trata-se do NRF Retail’s Show com dimensões pantagruélicas tanto de conteúdo quanto de tecnologia exibida.

Neste ano, alguns insights importantes foram revelados a todos os presentes no Javits Center, através de centenas de palestras, milhares de exibidores, sessões de podcasting, workshops e múltiplas outras formas de transmissão da informação. E disso tudo, ao retornarmos, podemos tirar algumas lições importantes para continuarmos desenvolvendo uma operação bem-sucedida em varejo, num mercado cada vez mais desafiador e competitivo.

São recomendações e insights relevantes, alguns óbvios mas fundamentais de serem relembrados, feitos por quem venceu algumas batalhas e perdeu outras, por quem inovou ou resistiu à inovação e por quem revisou paradigmas e repensou se negócio e o propósito de sua atividade.

A primeira recomendação é entender a diferença profunda entre preço e percepção de valor. Ser capaz de agregar valor para ampliação de markup, num setor espremido e com margens cada vez mais decrescentes. Promoções, eventos, exibições, experiências, marcas próprias e várias outras alternativas são importantes nessa luta de ampliação perceptual. Pessoas não compram pelo preço e sim pela relação custo/benefício percebido. E o varejo físico deve entrar no mundo experiencial para fazer frente ao avanço do digital.

A segunda importante recomendação é compreender que ninguém muda ou altera a direção daquilo que desconhece. E nesse ponto, dados coletados e interpretados são fundamentais. É necessário construir uma poderosa e útil base de Big Data que permita identificar com profundidade todas as mudanças do seu negócio e do comportamento de consumo.

 Quando você percebe uma redução de fluxo em seu estabelecimento pelo volume de tickets que foram emitidos, isso é apenas meia informação. É necessário saber se isso é resultado de diminuição de novos clientes, redução do número de visitas dos clientes atuais, consolidação do volume de compras em menos retornos, ou várias outras razões mais granulares do fenômeno. É com uma análise mais profunda das causas ou consequências desse desafio que se poderão determinar as ações recomendadas. E isso só será possível se iniciarmos uma relação individualizada com todos os nossos clientes, a custos permissivos, através do Big Data.

A terceira recomendação é priorizar, ter foco no “essencial diferenciador”. Não tente ser bom em tudo. Não conseguirá ser melhor que um determinado concorrente em logística, nem de outro em percepção de marca, por exemplo. Mas pode encontrar alguns diferenciais significativos que gerem uniqueness e percepção de valor. E lembre-se que tão importante quanto o To Do List é o Not To Do List!

Assim como o mantra do varejo físico era localização, no digital é usabilidade. O diferencial pode ser buscado em qualquer ponto da jornada do consumidor, mas foco obsessivo nesse quesito é fator crítico para que ele se transforme em seu agente diferenciador de fato.

A quarta recomendação é, sempre que possível, desenvolver marcas próprias. Esse parece ser um driver de diferenciação fundamental e há estatísticas recentes comprovando a correlação biunívoca entre crescimento constante e uma linha consistente de Private Label que gere margens melhores e ampliação perceptual da marca. E números comprovam que quanto maior é a recessão ou os desafios da economia, mais verdadeira é essa premissa.

 Se antes, com quantidades de venda reduzidas daqueles itens, não era possível pensarmos em marcas próprias, na era do Mass Customization é surpreendente como essa barreira foi quebrada. E a indústria está equipada, preparada e disposta a ajudar os varejistas nesse esforço.

A quinta recomendação é foco obsessivo na logística. Quanto mais se processa a integração entre entre o On e o Off, mais a eficiência logística é fundamental. O acirramento da concorrência de um lado, aliado a uma sociedade cada vez mais mimada, gerou obrigações e aperfeiçoamentos cada vez maiores na operação.

Para a experiência do consumidor, muito pior que não encontrar numa loja a cor ou tamanho desejado é receber por e-commerce o pedido com a cor ou o tamanho errado. Ou chegar no seu cartão um valor diferente do que foi apresentado no site, ou ainda atrasar a entrega em relação ao tempo prometido. Esse chamado “erro fatal”, antes preferencialmente evitável é agora considerado inaceitável num mundo de redes sociais, viralização e empoderamento do consumidor. O grande desafio atual é como resolver a equação do last mile, e a logística assume posição critica nesse processo

 Essa lista de recomendações poderia ser muito mais extensa ou completa, mais profunda ou estratégica, mas esses cinco itens parecem ter sido o foco principal de preocupação e atenção da maioria dos participantes do NRF19. A tecnologia continua evoluindo, os algoritmos assumem posição de destaque, as impressoras 3D estão reduzindo seu custo e surpreendendo, os equipamentos de realidade virtual ampliam sua atuação, mas é na gestão diária, cotidiana, atenta às mudanças e obsessiva nos detalhes que se fará a grande diferença em nossos estabelecimentos de varejo.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

“ 4 em 5 pessoas preferem assistir um vídeo do que ler uma postagem”.


Pesquisa New York Magazine
“ 4 em 5 pessoas preferem assistir um vídeo do que ler uma postagem”.

Em recente pesquisa, a revista informa que 80% das pessoas disseram preferir assistir um vido do que ler uma postagem em rede social, e 4 em 5 afirmam preferir ver vídeos novos que ler matérias de blogs.

Os consumidores naturalmente tem a atenção captada aos vídeos por que oferecem uma imediata ideia de tempo real através de uma forma que texto e figuras não podem atingir. As empresas  americanas, através desta informação, perceberam que é uma forma de humanizar a relação com as pessoas através de suas marcas.

No entanto, o contato não deve acabar com o fim da execução de um vídeo.  

O conteúdo de seu  vídeo - ao vivo ou não - é um recurso valioso para qualquer marca. Não se esqueça disto!

Você pode transmitir conteúdo na maioria das plataformas nos dias de hoje. No entanto, os mais comuns são o Facebook, o Instagram e o YouTube.

Dica: “os aplicativos como Periscope, Tango e BIGO Live oferecem as melhores opções de transmissão ao vivo”.


quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Corinthians e Palmeiras uma incerteza em 2019 no Brasileirão


Corinthians e Palmeiras uma incerteza em 2019 no Brasileirão

As transmissões do campeonato na TV por assinatura estarão dividas pelas operadoras de TV da Turner  e Globosat a partir de 2019 no tocante aos jogos do campeonato brasileiro.

Os canais Space , TNT e EI irão transmitir PELA TV os jogos de 7 clubes do campeonato Brasileiro em 2019 pelo grupo Turner, que já apresentou sua proposta de mídia como seu principal produto para a grade dos próximos anos.

Após um longo período de negociação feito pelo Esporte Interativo com clubes brasileiros, a Turner firmou um acordo com: Ceará, Bahia, Santos, Internacional, Atlético Paranaense, Fortaleza e Palmeiras; esses sete clubes da primeira divisão serão a atração em 42 partidas ao vivo.

O SporTV  que por anos exibiu com exclusividade o Brasileirão na TV paga, manteve o contrato com os 13 outros clubes da Série A e continua com os direitos de transmissão da maior parte dos jogos do campeonato.


Ainda não há definição de como serão feitas as transmissões na TV paga dos jogos entre os clubes que possuem contrato com a Turner e os que negociaram com a Globosat (um clássico entre Corinthians X Palmeiras, por exemplo).

Na TV aberta, a situação do Brasileirão segue da mesma forma: a Globo é a detentora exclusiva do torneio nacional e exibirá os jogos às quartas-feiras e domingos.

Já o pay-per-view está relacionado a outro direito de transmissão.
Fonte: Meio & Mensagem