domingo, 17 de agosto de 2014

Principais passos sugeridos para elaboração de um trabalho científico

Principais passos sugeridos para elaboração de um trabalho científico


Busque artigos, livros, revistas científicas, jornais, material eletrônico e afins.
Você pode acessar portais de universidades na procura de artigos científicos, dissertações e teses. Logo, baixe os conteúdos que se aproximam do seu tema de estudo e leia no final as referências bibliográficas (desses trabalhos), pois alguém, com certeza, já escreveu sobre o assunto (tema) de sua proposta de estudo, mesmo que seja em língua estrangeira.

Faça fichas bibliográficas, tenha o máximo de cuidado em copiar todos os dados da obra no seu computador ou mesmo em pequenas fichas de papel como fazia Umberto Eco (em seu clássico livro: Como Se Faz Uma Tese. Editora: Perspectiva, 2001)

Não leia conteúdo com mais de 10 anos, pois o Estado da Arte (ou seja, as últimas teorias sobre o assunto) pode apresentar desatualização. Tenha em mente que a Banca Avaliadora do seu trabalho é composta por estudiosos da área de estudo.

Na leitura do material escolhido
Sublinhe as partes importantes. Procure o tópico frasal de cada parágrafo, aquela frase que apresenta a ideia central do parágrafo. Marque-a. No final leia todas as marcações e note a coesão e coerência das ideias de quem escreveu o texto.

Faça cópia das partes importantes na sua leitura.
Não tenha medo de copiar trechos de outros autores. É mandatório que você cite a fonte (assim ninguém poderá dizer que há plágio de sua parte).

Dica: imediatamente ao escrever uma citação, vá direto para a seção (no final) referente as referências bibliográficas e escreva conforme manda o manual o autor (res), nome; cidade; editora, ano. Lembre-se que o avaliador sempre lê as referências e respectivas citações.

Pense no seu trabalho em termos de estrutura.
Faça uma sequencia lógica dos assuntos (quantos capítulos? Um? Vários? Quais serão?) e lembre-se que o seu texto é para a leitura de qualquer tipo de leitor (nem todo mundo sabe as entrelinhas e termos da área de seu estudo).

Seja objetivo, falando claro para todas as pessoas, sem ser erudito ou popularesco na sua linguagem. Simplifique.

Depois de esquematizada a proposta de trabalho
Com a proposta da introdução; embasamento teórico; método; conclusão, escreva  sem preocupações cada sessão. Comece e termine cada passo. Não misture as ideias.

Dica: Releia o que escreveu. Refaça as partes que não lhe agradam e as demais correções de que o texto necessitar. Peça para uma segunda pessoa ouvir sua leitura do texto. Se não soar bem aos ouvidos é porque precisa ser reescrito. Se estiver cansado, pare. Retorne ao texto depois de ter descansado ou ter ido ao lazer... Uma mente descansada faz milagres.

Escreva a conclusão.
É o resultado do assunto desenvolvido através dos capítulos. Apresentação das conclusões correspondentes aos objetivos ou hipóteses iniciais da pesquisa e da discussão provocada no desenvolvimento da monografia, se for o caso.

Faça o sumário conforme o trabalho desenvolvido.
Copie-o das partes existentes no corpo do trabalho. Cuide da numeração das páginas no sumário. Elas devem refletir o que está no trabalho. Também reveja minuciosamente as referências utilizadas e aponte a bibliografia consultada, se necessário.

Faça uma cópia impressa e em disquete ou CD.
Entregue sempre a cópia, nunca o original. É possível que um trabalho seja perdido ou que ocorra algum defeito em seu computador. No dia da defesa, se houver, leve seu original consigo.

Dica: Use a nuvem (cloud) do G-mail (Google drive) ou Hotmail (One drive) que salvam automaticamente seu trabalho sem vírus e necessidade de armazenamento no seu computador (ao menos você fica protegido...mesmo sem a formatação do Word).


Depois de receber o seu trabalho de volta, comente os erros e os acertos com no professor, se ele não fizer isto de forma natural. 
Os trabalhos exigidos e desenvolvidos devem estar a serviço de um objetivo maior que é o conhecimento e o desenvolvimento intelectual do aluno. Tenha uma atitude positiva. Ninguém agrada a todos.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O dia em que a Terra pirou

O dia em que a Terra pirou
Por Eduardo Meditsch

Era uma noite de domingo, 30 de outubro de 1938, véspera do tradicional Dia das Bruxas nos Estados Unidos. Na noite de Halloween, o Mercury Theater on the Air da Rede CBS, transmitiu a invasão da terra por um exército marciano hostil e indestrutível, que aterrissou em New Jersey e avançou em minutos por todo o país. Era uma adaptação livre do romance A Guerra dos Mundos, do escritor inglês H.G. Wells, publicado no final do século XIX.

Às oito da noite, hora habitual do programa, a encenação começou. Às nove, o estrago estava feito: o diretor e seus atores escapavam da CBS por uma porta dos fundos. A sede da emissora era invadida por uma orda de policiais atônitos e jornalistas surpresos. O programa de rádio havia transformado os Estados Unidos num pandemônio.

Calcula-se que seis milhões de pessoas ouviram a transmissão, e uma em cada cinco não notou que se tratava de uma peça de teatro: os ouvintes acreditaram que o mundo estava de fato sendo invadido pelos marcianos. As redes telefônicas entraram em colapso,  o pânico levou milhares de pessoas às ruas, e as estradas ficaram entupidas: ocorreram acidentes em série, prejuízos incalculáveis e até tentativas de suicídio. “Em qualquer outro país eu seria preso”, afirmou mais tarde Welles: “mas nos Estados Unidos, ganhei um contrato em Hollywood”.

A arte de enganar o ouvinte

Orson Welles tinha um certo fascínio pelos mágicos, e o truque que utilizou no programa foi fazer o público esquecer que estava ouvindo radioteatro. A apresentação da estória descreve uma situação do mundo real, o roteiro segue com um boletim meteorológico e logo os ouvintes são distraídos com um espetáculo de música ao vivo. Então, começam os boletins de notícias, cada vez mais frequentes  e alarmantes, sobre a chegada das naves, o aparecimento dos monstros extraterrestres, sua agressividade e poder de fogo. Em poucos minutos,  já são milhares os seres humanos mortos por raios de calor e gases venenosos, enquanto as autoridades do governo e as forças armadas americanas se confessam impotentes para conter o ataque.

Com os recursos técnicos da época, o barulho da nave alienígena foi representado pelo desenroscar da tampa de um vidro de café solúvel, ecoando na privada do banheiro da emissora. Mas juntado ao relato dramático de um repórter e ao testemunho convincente do cientista Richard Pearson, do Observatório de Princeton – interpretado pelo próprio Welles – o ruído soa fantástico e aterrador. O público só teria chance de saber que se trata de uma brincadeira depois que as máquinas extraterrestres destroem a própria rádio. Aí, a estória ganha um final feliz, com os marcianos sendo carcomidos pelas bactérias terráqueas, quando todo a defesa humana já estava derrotada. Mas pouca gente prestou atenção até este ponto.

A ameaça da guerra real

O pânico provocado pela radiofonização de A Guerra dos Mundos rendeu vários estudos nos Estados Unidos. A tese mais famosa, do psicólogo Hadley Cantril, constatou que o alvoroço da população não foi provocado apenas pelo programa, mas já estava latente após uma década de crise econômica e com a ameaça de mais uma guerra na Europa: Hitler já havia invadido a Checoslováquia e continuava avançando.

O estudo de Cantril também demonstrou que o programa teve diferentes efeitos nos diversos meios sociais. Em geral, o engano foi maior entre as pessoas menos escolarizadas e entre as mais crédulas, como os religiosos fundamentalistas. Muitos tentaram se informar em outras fontes sobre o que estavam ouvindo no rádio, mas o colapso das comunicações e a histeria coletiva impediram que estas tentativas resultassem.

A experiência de A Guerra dos Mundos já foi repetida em diversos países, com resultados semelhantes ou até mais graves. No Chile, em 1944, o susto provocou pelo menos um ataque cardíaco fatal. No Equador, em 1949, uma multidão enfurecida – por ter sido enganada – incendiou a rádio que transmitiu o programa, matando seis funcionários.

No Brasil, houve várias experiências inspiradas no exemplo de Orson Welles, a mais sensacional delas realizada na Rádio Difusora de São Luiz, no Maranhão, em 1971. Em plena ditadura,  a audição do programa mobilizou a Força Aérea e o Exército, e a emissora acabou invadida pelas tropas militares. A legislação brasileira de radiodifusão – como a de quase todo o mundo na atualidade – pune com rigor este tipo de uso do meio, podendo suspender a emissora e até cassar sua concessão. Para a sorte da CBS e de Orson Welles, ainda não havia este tipo de legislação nos Estados Unidos de 1938, o que os livrou de milhares de processos e pedidos de indenização.


(Diário Catarinense | Cultura | Sábado, 26 de outubro de 2013)

sábado, 12 de julho de 2014

Proposta sobre rádios digitais deve ser enviada, ainda, neste semestre ao Congresso, diz ministro.

Proposta sobre rádios digitais deve ser enviada neste semestre ao Congresso, diz ministro.

Os estudos técnicos sobre o modelo a ser adotado para as rádios digitais que ocupam a faixa AM já estão sendo finalizados, e a expectativa do governo federal é a de encaminhar a proposta ao Congresso Nacional ainda no primeiro semestre deste ano.

Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo:  “Até o final do semestre encaminharemos ao Congresso Nacional a questão das rádios AM. Não há data definida porque o sistema a ser adotado ainda não foi definido, mas já temos encaminhamentos. Há rádios AM com sinal cada vez pior. Por isso precisamos fazer essa migração”.

Segundo o ministro, a decisão pelo sistema a ser adotado levará em conta o preço que será cobrado pelos receptores, pois existe a preocupação de que o preço do modelo seja acessível, além dos aspectos técnicos e de custo.

A definição do sistema de rádio digital levará em consideração os impactos socioeconômicos e a transferência de tecnologia para a indústria brasileira.

A rádio digital tem uma qualidade de áudio superior à das rádios atuais. Sua adoção acarretará no acesso a novos serviços de dados, como a recepção de dados textuais relacionados com a emissora e a sua programação, serviços de informação do tempo e do trânsito, alertas de emergência e, dependendo da tecnologia, possibilitará a transmissão de imagens estáticas e em movimento.