quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Por que empresas precisam investir em marketing de conteúdo?

Por que empresas precisam investir em marketing de conteúdo?

A dinâmica de investimentos em marketing costuma seguir uma sequencia simples de passos.

Primeiro: hábitos de consumo de informação das pessoas são mudados por fatores culturais ou situacionais e elas passam a “adotar” novos meios de comunicação (como redes sociais, por exemplo);

Segundo: quando uma massa substancial de usuários já está trafegando intimamente por um novo meio, algumas empresas “arriscam-se” a testá-lo em seu mix de comunicação;

Terceiro: quando casos de sucesso finalmente saem dos guetos, comprovando a eficácia de um “novo” meio de comunicação; números maiores de empresas acabam se entregando a ele e ajustando todo o seu mix de marketing.

O mercado de redes sociais está nesse terceiro passo: são relativamente poucas as empresas que, hoje, não consideram como importante ter presença nas redes.

Mas essa “consciência coletiva”, por assim dizer, não significa que todas saibam exatamente porque devem investir, mas simplesmente que deixaram de questionar, ao menos publicamente, a importância desse investimento.

No entanto, quando se pergunta para muitos dos executivos porque criar e cultivar uma página no Facebook ou manter um blog corporativo com alto volume de atualização semanal, a maioria ainda não tem a resposta na ponta da língua.

E por que, então, se deve investir em conteúdo na Web?

O ROI do marketing de conteúdo é tão alto que fica difícil isolar uma única resposta.
As principais, no entanto, são já comprovadas por diversos estudos e casos de sucesso nos mais diversos mercados, servindo como uma base de argumentação praticamente inquestionável.

Hoje, a grande maioria das marcas busca se vincular a algum conceito que identifique os seus valores e as suas crenças.

A Coca-Cola, por exemplo, busca ser vista como sinônimo de “felicidade”.


Mas uma coisa é uma empresa de “autodefinir” – outra é o seu consumidor acreditar nessa definição e se identificar com ela, criando um elo emocional traduzido por aumento de ticket de consumo e fidelidade.

Conceitos de marca não são produzidos da noite para o dia: tal qual promessas, elas precisam ser comprovadas por ações.

E é aí que entra o marketing de conteúdo.

A Coca-Cola mantem uma página no Facebook com cerca de 80 milhões de fãs onde ela fala diariamente sobre “felicidade”, inspira pessoas, divulga ações como a Coca-Cola FM e assim por diante.

Centenas de milhares de usuários se identificam diariamente com a marca, curtindo, compartilhando ou comentando cada um de seus posts.

Some isso ao mix já existente de mídia em meios tradicionais e se consegue uma receita simples, complementando a propaganda com engajamento social (onde usuários comprovam entender, concordar e propagar essa definição).

Marketing de Busca

Quando se dissemina a marca por diversas redes e se produz conteúdo em alta escala, consegue-se um resultado praticamente matemático: estar mais presente nos resultados de buscas orgânicas feitas por usuários.

Quando se aparece em mais resultados no Google, consegue-se mais acessos ao site; e, com mais acessos, maiores são as chances de conversão prática, de venda.

E isso não é uma vantagem apenas para sites de e-commerce: afinal, a Web pode funcionar como ponto de tomada de decisão sem, necessariamente, ser o ponto de fechamento de negócios.

Quer um exemplo prático?

A construtora Tecnisa tem presença hoje em um blog e em redes como Facebook, Twitter, Pinterest. Google +, Youtube, FourSquare, SlideShare, FlickR e LinedIn, dentre outras.

O resultado desse volume de conteúdo em tantos locais distintos (e simultâneos) é matemático: em 2013, 40% de suas vendas foram originadas a partir da Web, incluindo mais de R$ 20 milhões a partir do Facebook.

Sinceridade vale mais do que propaganda...

A frase pode até ser considerada batida, mas ela (ainda) é muito verdadeira. Em quem, afinal, você confiaria mais? Em alguém se auto-elogiando ou em um terceiro confiável fazendo uma recomendação direta desse mesmo alguém?

Um levantamento feito pela Demand Metric ajuda a responder a essa pergunta: 90% dos usuários de Internet ouvem recomendações compartilhadas por amigos – enquanto 86% das pessoas “pulam” comerciais tradicionais de TV.

Conteúdo é a alma de uma marca
Em mercados supercompetitivos, a empatia de um usuário é fundamental na decisão de compra. ]

A não ser que se esteja falando de uma commodity, em que o elemento decisor é essencialmente preço, o conteúdo ajuda a aproximar os valores dos usuários à marca em si.

Segundo a Content Marketing Institute, 70% dos consumidores sentem-se mais próximos de empresas cujos conteúdos eles consomem.

Um outro estudo, da TMG Custom Media, detectou ainda que 78% dos usuários mostram-se mais dispostos a se engajar com empresas que fornecem a eles conteúdo útil.

Todo o marketing de conteúdo parte do princípio de que haverá usuários interessados na informação disponibilizada pela marca, seja ela inspiracional (como um post no Facebook) ou um artigo técnico de alta densidade.

Em muitos casos, as marcas se questionam por que alguém leria algo em seu site ao invés de em um sítio de um veículo especializado.

A resposta é muito simples: quando usuários buscam se aprofundar em um assunto específico, o limite da sua saciedade por informação varia de acordo com o seu interesse. 

Ou seja: ele dificilmente trocará um artigo em um veículo por um post feito por uma marca, mas acabará lendo ambos.

E mais: dependendo de como o usuário fizer a busca no Google, é possível que ele chegue antes ao conteúdo da sua marca do que no de um grande portal de conteúdo.

Para exemplificar esse tópico, segue um dado bem prático da Hubspot: empresas que blogam regularmente conseguem 55% mais visitantes em seus sites do que empresas que não blogam.

E o custo?

Em resumo, marketing de conteúdo comprovadamente gera mais empatia, comprova a promessa de uma marca e induz o seu usuário preferi-la em relação aos seus competidores.

Mas a que custo? Propaganda tradicional não seria mais barato? Não.

Segundo a Demand Metric, marketing de conteúdo custa 62% a menos que o marketing tradicional – e gera, em média, o triplo de resultados.

O momento, agora, é claramente outro: já passou da hora de questionar a eficácia de marketing de conteúdo, fazer as contas óbvias e aumentar o investimento em um modelo cujo ROI está mais do que comprovado.

Adaptado de: http://idgnow.com.br

domingo, 17 de agosto de 2014

Principais passos sugeridos para elaboração de um trabalho científico

Principais passos sugeridos para elaboração de um trabalho científico


Busque artigos, livros, revistas científicas, jornais, material eletrônico e afins.
Você pode acessar portais de universidades na procura de artigos científicos, dissertações e teses. Logo, baixe os conteúdos que se aproximam do seu tema de estudo e leia no final as referências bibliográficas (desses trabalhos), pois alguém, com certeza, já escreveu sobre o assunto (tema) de sua proposta de estudo, mesmo que seja em língua estrangeira.

Faça fichas bibliográficas, tenha o máximo de cuidado em copiar todos os dados da obra no seu computador ou mesmo em pequenas fichas de papel como fazia Umberto Eco (em seu clássico livro: Como Se Faz Uma Tese. Editora: Perspectiva, 2001)

Não leia conteúdo com mais de 10 anos, pois o Estado da Arte (ou seja, as últimas teorias sobre o assunto) pode apresentar desatualização. Tenha em mente que a Banca Avaliadora do seu trabalho é composta por estudiosos da área de estudo.

Na leitura do material escolhido
Sublinhe as partes importantes. Procure o tópico frasal de cada parágrafo, aquela frase que apresenta a ideia central do parágrafo. Marque-a. No final leia todas as marcações e note a coesão e coerência das ideias de quem escreveu o texto.

Faça cópia das partes importantes na sua leitura.
Não tenha medo de copiar trechos de outros autores. É mandatório que você cite a fonte (assim ninguém poderá dizer que há plágio de sua parte).

Dica: imediatamente ao escrever uma citação, vá direto para a seção (no final) referente as referências bibliográficas e escreva conforme manda o manual o autor (res), nome; cidade; editora, ano. Lembre-se que o avaliador sempre lê as referências e respectivas citações.

Pense no seu trabalho em termos de estrutura.
Faça uma sequencia lógica dos assuntos (quantos capítulos? Um? Vários? Quais serão?) e lembre-se que o seu texto é para a leitura de qualquer tipo de leitor (nem todo mundo sabe as entrelinhas e termos da área de seu estudo).

Seja objetivo, falando claro para todas as pessoas, sem ser erudito ou popularesco na sua linguagem. Simplifique.

Depois de esquematizada a proposta de trabalho
Com a proposta da introdução; embasamento teórico; método; conclusão, escreva  sem preocupações cada sessão. Comece e termine cada passo. Não misture as ideias.

Dica: Releia o que escreveu. Refaça as partes que não lhe agradam e as demais correções de que o texto necessitar. Peça para uma segunda pessoa ouvir sua leitura do texto. Se não soar bem aos ouvidos é porque precisa ser reescrito. Se estiver cansado, pare. Retorne ao texto depois de ter descansado ou ter ido ao lazer... Uma mente descansada faz milagres.

Escreva a conclusão.
É o resultado do assunto desenvolvido através dos capítulos. Apresentação das conclusões correspondentes aos objetivos ou hipóteses iniciais da pesquisa e da discussão provocada no desenvolvimento da monografia, se for o caso.

Faça o sumário conforme o trabalho desenvolvido.
Copie-o das partes existentes no corpo do trabalho. Cuide da numeração das páginas no sumário. Elas devem refletir o que está no trabalho. Também reveja minuciosamente as referências utilizadas e aponte a bibliografia consultada, se necessário.

Faça uma cópia impressa e em disquete ou CD.
Entregue sempre a cópia, nunca o original. É possível que um trabalho seja perdido ou que ocorra algum defeito em seu computador. No dia da defesa, se houver, leve seu original consigo.

Dica: Use a nuvem (cloud) do G-mail (Google drive) ou Hotmail (One drive) que salvam automaticamente seu trabalho sem vírus e necessidade de armazenamento no seu computador (ao menos você fica protegido...mesmo sem a formatação do Word).


Depois de receber o seu trabalho de volta, comente os erros e os acertos com no professor, se ele não fizer isto de forma natural. 
Os trabalhos exigidos e desenvolvidos devem estar a serviço de um objetivo maior que é o conhecimento e o desenvolvimento intelectual do aluno. Tenha uma atitude positiva. Ninguém agrada a todos.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O dia em que a Terra pirou

O dia em que a Terra pirou
Por Eduardo Meditsch

Era uma noite de domingo, 30 de outubro de 1938, véspera do tradicional Dia das Bruxas nos Estados Unidos. Na noite de Halloween, o Mercury Theater on the Air da Rede CBS, transmitiu a invasão da terra por um exército marciano hostil e indestrutível, que aterrissou em New Jersey e avançou em minutos por todo o país. Era uma adaptação livre do romance A Guerra dos Mundos, do escritor inglês H.G. Wells, publicado no final do século XIX.

Às oito da noite, hora habitual do programa, a encenação começou. Às nove, o estrago estava feito: o diretor e seus atores escapavam da CBS por uma porta dos fundos. A sede da emissora era invadida por uma orda de policiais atônitos e jornalistas surpresos. O programa de rádio havia transformado os Estados Unidos num pandemônio.

Calcula-se que seis milhões de pessoas ouviram a transmissão, e uma em cada cinco não notou que se tratava de uma peça de teatro: os ouvintes acreditaram que o mundo estava de fato sendo invadido pelos marcianos. As redes telefônicas entraram em colapso,  o pânico levou milhares de pessoas às ruas, e as estradas ficaram entupidas: ocorreram acidentes em série, prejuízos incalculáveis e até tentativas de suicídio. “Em qualquer outro país eu seria preso”, afirmou mais tarde Welles: “mas nos Estados Unidos, ganhei um contrato em Hollywood”.

A arte de enganar o ouvinte

Orson Welles tinha um certo fascínio pelos mágicos, e o truque que utilizou no programa foi fazer o público esquecer que estava ouvindo radioteatro. A apresentação da estória descreve uma situação do mundo real, o roteiro segue com um boletim meteorológico e logo os ouvintes são distraídos com um espetáculo de música ao vivo. Então, começam os boletins de notícias, cada vez mais frequentes  e alarmantes, sobre a chegada das naves, o aparecimento dos monstros extraterrestres, sua agressividade e poder de fogo. Em poucos minutos,  já são milhares os seres humanos mortos por raios de calor e gases venenosos, enquanto as autoridades do governo e as forças armadas americanas se confessam impotentes para conter o ataque.

Com os recursos técnicos da época, o barulho da nave alienígena foi representado pelo desenroscar da tampa de um vidro de café solúvel, ecoando na privada do banheiro da emissora. Mas juntado ao relato dramático de um repórter e ao testemunho convincente do cientista Richard Pearson, do Observatório de Princeton – interpretado pelo próprio Welles – o ruído soa fantástico e aterrador. O público só teria chance de saber que se trata de uma brincadeira depois que as máquinas extraterrestres destroem a própria rádio. Aí, a estória ganha um final feliz, com os marcianos sendo carcomidos pelas bactérias terráqueas, quando todo a defesa humana já estava derrotada. Mas pouca gente prestou atenção até este ponto.

A ameaça da guerra real

O pânico provocado pela radiofonização de A Guerra dos Mundos rendeu vários estudos nos Estados Unidos. A tese mais famosa, do psicólogo Hadley Cantril, constatou que o alvoroço da população não foi provocado apenas pelo programa, mas já estava latente após uma década de crise econômica e com a ameaça de mais uma guerra na Europa: Hitler já havia invadido a Checoslováquia e continuava avançando.

O estudo de Cantril também demonstrou que o programa teve diferentes efeitos nos diversos meios sociais. Em geral, o engano foi maior entre as pessoas menos escolarizadas e entre as mais crédulas, como os religiosos fundamentalistas. Muitos tentaram se informar em outras fontes sobre o que estavam ouvindo no rádio, mas o colapso das comunicações e a histeria coletiva impediram que estas tentativas resultassem.

A experiência de A Guerra dos Mundos já foi repetida em diversos países, com resultados semelhantes ou até mais graves. No Chile, em 1944, o susto provocou pelo menos um ataque cardíaco fatal. No Equador, em 1949, uma multidão enfurecida – por ter sido enganada – incendiou a rádio que transmitiu o programa, matando seis funcionários.

No Brasil, houve várias experiências inspiradas no exemplo de Orson Welles, a mais sensacional delas realizada na Rádio Difusora de São Luiz, no Maranhão, em 1971. Em plena ditadura,  a audição do programa mobilizou a Força Aérea e o Exército, e a emissora acabou invadida pelas tropas militares. A legislação brasileira de radiodifusão – como a de quase todo o mundo na atualidade – pune com rigor este tipo de uso do meio, podendo suspender a emissora e até cassar sua concessão. Para a sorte da CBS e de Orson Welles, ainda não havia este tipo de legislação nos Estados Unidos de 1938, o que os livrou de milhares de processos e pedidos de indenização.


(Diário Catarinense | Cultura | Sábado, 26 de outubro de 2013)