domingo, 7 de abril de 2013

O Dial infinito - 2013: Navegando em Plataformas Digitais


O Dial infinito - 2013: Navegando em Plataformas Digitais

The Infinite Dial 2013: Navigating Digital Platforms
Por Tom Webster com tradução livre de Sérgio Duarte

“Há uma constante presença de dispositivos os quais os consumidores podem ouvir rádio em qualquer lugar", segundo Bill Rose, vice-presidente sênior de Marketing da Arbitron.

"Com os smartphones, a maioria dos americanos agora têm computadores poderosos em seus bolsos, os quais irremediavelmente modificaram não somente o comportamento de escuta do meio fora de casa, mas o comportamento de compra também", acrescentou Tom Webster, vice-presidente de estratégia e marketing, Pesquisa de Edison.

A Arbitron é o instituto de pesquisa de maior prestígio nos Estados Unidos, fazendo pesquisa trimestrais para rádio e TV, principalmente, Tem em sua dimensão a mesma credibilidade do IBOPE no Brasil. A diferença para este instituto é que no caso brasileiro, as pesquisas são feitas todos os meses com resultados finais de audiência com base na média aritmética entre o mês pesquisado e os dois meses anteriores. Nos Estados Unidos, as pesquisas apresentam os resultados com base em sazonalidade (do tipo: primavera, verão, outono e inverno) em suas rodadas de averiguação dos mercados. Leia, sobre este fenômeno da convergência e adaptabilidade do meio Rádio as novas tecnologias.            

Um em cada três norte-americanos com idade entre 12 ou mais, hoje escuta todas as formas de rádio online semanalmente de acordo com a nova pesquisa nacional da Arbitron Inc. (NYSE: ARB) e a Pesquisa Edison - O Infinito Dial 2013: Navegando em Plataformas Digitais.

A audiência semanal de rádio on-line chega a uma estimativa de 86 milhões de ouvintes nos Estados Unidos afirma o novo estudo, que revela também que mais de metade dos norte-americanos possui, nos dias atuais, um aparelho do tipo: Smartphone.

A pesquisa, divulgada em 2 de abril de 2013, é o 21 º estudo em uma série começaram em 1998. Entre as descobertas do estudo destacam-se:

• 53% de todos os norte-americanos com  idade de 12 anos ou superior (cerca de 139 milhões de pessoas) possuem um smartphone e 75 % de americanos com idade entre 18 e 34 possuem também este dispositivo;

• Semanalmente os ouvintes de rádio online, segundo a pesquisa, escutam uma média de 11 horas 56 minutos por semana, acima das duas horas em relação aos níveis de escuta do ano passado (9 horas e 46 minutos em 2012), e quase o dobro do que a relatada em 2008 (6 horas 13 minutos ).
Durante o mesmo espaço de tempo, serviço Arbitron da RADAR indica que o meio rádio AM / FM aumentou para 243 milhões de ouvintes semanais, e tempo gasto ouvindo as frequências  continua cerca de duas horas por dia

• Mais de um em cada quatro americanos (27 %) acessa as redes sociais várias vezes por dia, em uma estimativa de 71 milhões de pessoas;

• Rádio AM / FM está "quase todas as vezes" ou "na maioria das vezes" nas audições em carro, sendo a opção de quase seis em cada dez adultos maiores de 18 anos;

Nos aparelhos automotivos nos automóveis, as emissoras AM / FM (são 58 % da preferência) superando o uso CD players (15 %), players portáteis digitais do tipo MP3 (11 %) e do rádio por satélite (10 %)- comum na América do Norte;

• (49 %) Das rádios AM / FM oferecem aos consumidores muito mais do que outros meios de comunicação. Elas estão presente no período de meia hora que antecede a chegada  a shopping centers dos consumidores; e as emissoras neste opção estão mais do que o dobro do número atingido pelo meio mais próximo meio: a publicidade em outdoors (com 21 %);

• 29% das pessoas possui um tablet, em comparação com 17 % de propriedade em 2012: um resultado superior aos 70 % do ano passado,

• Aproximadamente, quase a metade dos americanos (45 %) dizem que é importante conhecer e se manter atualizado com as novas músicas, sendo as emissoras de rádio AM / FM a principal fonte para a descoberta de lançamento musicais para 78 % dos entrevistados;

 Estamos atualmente vivendo os mais altos níveis da utilização de emissoras de rádio online semanalmente com o aumento de audição e força do rádio AM / FM através do uso do streaming (como exemplo, Por exemplo, se estamos no Brasil, podemos assistir e escutar Tvs e Rádios em outros países sem necessidade de sair do local, somente através de um computador ligado à internet);

Leia e baixe na íntegra a pesquisa em http://www.slideshare.net/sergioduarte1

domingo, 31 de março de 2013

Como conquistar os jovens de classe média das favelas


Como conquistar os jovens de classe média das favelas

Novas gerações apreciam e compram marcas conhecidas, mas não veem identificação na forma como se comunicam. Valorizar a cultura local é uma das formas de criar um diálogo. Leia e reflita sobre as tendências apresentadas e tire suas conclusões.


Os jovens de classe média das favelas compram, interagem e julgam as marcas da mesma forma que outros de sua geração, mas têm características particulares e necessidades diferenciadas.

Algumas empresas já perceberam isso, mas muitas ainda não sabem qual a maneira e o canal certo para dialogar com eles.

Oferecer eventos culturais por meio de patrocínios, valorizar a cultura local, criar projetos de melhoria de condição de vida e programas de capacitação, além de ter uma comunicação que explore conteúdo familiar, são algumas formas de construir uma relação próxima e duradoura com esse público.

As transformações no cenário econômico do país significaram transformações nas comunidades, como a ascensão da classe média, que hoje representa 65% da população desses locais.

Os moradores estão mais conectados e consumindo mais.

Nesse cenário, os jovens são agentes transformadores por serem maioria, influenciadores no consumo familiar e determinados a melhorar de vida e a condição dos locais onde vivem.

Essa foi a conclusão da pesquisa “Geração C – Especial: Comunidades Cariocas”, desenvolvida pelo Instituto Data Popular em parceria com a Central Única das Favelas para a BEAT98, e do estudo “Favelas brasileiras. Um mercado de R$ 56 bilhões”, do DataFavela.

“Na análise para a BEAT98 tentamos traçar alguns passos de como as empresas podem se comunicar com a juventude das comunidades cariocas e fazer parte da vida dela sem impor uma cultura do asfalto”, explica Renato Meirelles, Sócio e Diretor do Data Popular, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Veja algumas atitudes importantes abaixo:

Apresente-se e seja autêntico
A experiência de consumo é recente entre os jovens das comunidades cariocas e se intensificou com muita rapidez nos últimos anos.

Se há 10 anos, três em cada 10 moradores das favelas tinham celulares, hoje esse número subiu para nove. Um crescimento semelhante ocorreu com a aquisição de outros produtos, como máquinas de lavar e microcomputadores.

Os jovens são uma porta de entrada para o consumo familiar porque exercem influência sobre os pais na aquisição de, por exemplo, TV´s por assinatura, e na escolha de modelos, tipos e marcas de eletrônicos e alimentos.

Além disso, por estarem entrando na idade economicamente ativa, esses consumidores representam uma grande oportunidade para os próximos anos.

Todos esses fatores mostram a importância de as empresas se tornarem conhecidas e familiares para eles. “Se as marcas conseguirem construir uma relação de longo prazo com os jovens, terão parceiros durante as próximas décadas”, destaca Meirelles.

A forma com que as marcas se apresentam às novas gerações tem grande relevância na definição de como elas serão vistas e o diálogo e as primeiras impressões são essenciais no processo.

Comunicação morna, falta de personalidade, opinião fraca e atitudes que não condizem com o discurso são características que criam obstáculos na relação.

Os novos consumidores querem ter, usar e usufruir de produtos e serviços que agregam algo a sua imagem e ao seu estilo de vida e não pensam duas vezes antes de rejeitarem e criticarem aquelas que não vão a favor disso.

Aproxime-se e construa
A aproximação é o passo seguinte nesse relacionamento.

As comunidades funcionam na lógica da reciprocidade e os jovens colaboram e interagem com as marcas que os ajudam a melhorar de vida, aprender e se divertir. “Para isso, as empresas precisam deixar algo para eles que vá além do produto.

Acredito fortemente em investimentos em entretenimento e diversão.

Eventos musicais e esportivos e outras iniciativas culturais são formas de contribuir de forma diferenciada”, opina o Diretor do Data Popular.

As novas gerações das favelas têm uma relação íntima, emocional e duradora com o lugar onde cresceram: 85% gostam de onde moram, 80% têm orgulho de viver na comunidade e 70% continuariam residindo nesses locais mesmo se suas rendas dobrassem.

Os valores mostram que o ambiente onde essas pessoas moram é cada vez menos motivo de vergonha.

Cerca de 90% das comunidades têm água canalizada e acesso à rede elétrica, o que fortaleceu o sentimento de dignidade entre eles.

Entender esses sentimentos e investir na construção de iniciativas que melhoram ainda mais esses locais é uma forma de participar da vida e das escolhas dos novos consumidores. “Mas não pode haver o pensamento de que o asfalto está fazendo um favor em ajudar as pobres e coitadas comunidades.

Esse posicionamento é errado.

A questão é como ser parceiro na melhora de qualidade de vida das pessoas. Tem muito mais relação com colaboração”, defende Meirelles.

Faça parte e emocione
Agir dentro das favelas não é, no entanto, a única forma de atingir os jovens dessa classe média.

Estar em outros espaços de sociabilidade contribui para manter um fluxo contínuo de troca de informações.

Cerca de 90% da juventude carioca, por exemplo, acessam a internet e 70% navegam todos os dias.

As redes sociais representam a principal atividade online, seguida do uso do MSN, acesso a portais de notícias e a músicas. Mas os jovens são plurais e outros pontos de contato podem ser explorados, como escolas e os lugares onde trabalham.

A pesquisa feita para a BEAT98 indicou que qualidade e nome da empresa são os principais atributos avaliados por eles na hora de comprar um produto, mais do que preço, e que as marcas trazem um duplo sentimento para os consumidores desses locais.

Elas funcionam como um selo de qualidade, o que implica na sensação de benefício, e como uma forma de sofrer menos preconceito em outros ambientes.

Muitos ainda se sentem discriminados por morarem em favelas e os produtos de empresas de prestígio, especialmente roupas e eletroeletrônicos, diminuem a incidência dessa percepção.

A constatação mostra a relevância que as marcas têm para os jovens, mas, mesmo com a grande oportunidade, muitas não conseguem criar um diálogo consistente com eles.

Isso ocorre especialmente por não usarem conteúdos que mostram identificação com seus estilos de vida.

Com isso, encontram dificuldade em emocionar e se relacionar melhor.  “Os jovens gostam das marcas, mas não acham que elas falam a língua deles”, avalia Renato Meirelles.


Valorize e qualifique
Algumas formas de ter uma comunicação mais próxima é dar exemplos de pessoas de sucesso que têm a mesma origem que eles.

Outra ideia é dialogar com as músicas que escutam. “A memória auditiva é uma das formas de criar um laço emocional com o consumidor e isso tem que ser mais estudado pelas empresas”, afirma o Diretor do Data Popular.

Todos esses tipos de iniciativas e conteúdos valorizam a cultura das favelas em um momento em que a juventude está afirmando sua identidade, história e conquistas.

Não à toa, 93% dos jovens cariocas desses locais acreditam que a vida vai melhorar.

Entre as comunidades pacificadas, por exemplo, há um grande orgulho por existir agora um maior acesso a serviços de qualidades e marcas conhecidas.

Essa fase de otimismo vem acompanhada da determinação em conseguir melhores condições de vida.

A pesquisa sobre a geração C nas comunidades do Rio de Janeiro apontou que 39% das pessoas têm o ensino superior ou como um sonho distante ou como uma realidade mais concreta.

Muitas abandonam os estudos por falta de condições financeiras ou gravidez precoce e os projetos sociais possibilitam a inserção ou reinserção no mercado de trabalho.

Por isso, as empresas que investem na educação e no desenvolvimento por meio de, por exemplo, programas de capacitação, são vistas com bons olhos.

Ações como estas podem ser significativas para os consumidores e agregam valor.


Fonte: Ana Paula Hinz, do Mundo do Marketing (http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/pesquisa/27069/como-conquistar-os-jovens-de-classe-media-das-favelas.html)

segunda-feira, 25 de março de 2013

Diga adeus aos Prêmios de Criatividade !


Diga adeus aos Prêmios de Criatividade !

Say Goodbye to Creativity Awards
Por Werner Reinartz e Peter Saffert com tradução livre de Sérgio Duarte

Muito se discuti sobre a intenção de ganhar prêmios na propaganda e se esquecer de ganhar dividendos para os anunciantes. A agência   de propaganda e em especial, o criativo, conquistam uma boa imagem para si. Mas, e o cliente que paga a conta e em alguns casos não tem retorno sobre o investimento?
               
No Outono de 2012, pouco antes da publicação do índice de criatividade da Revista alemã Kreativ Index , ser publicado, duas agências de publicidade líderes na Alemanha, Jung von Matt e Scholz & Friends, anunciaram que não iriam participar em quaisquer competições de premiação criativa em publicidade em 2013.

O relato não foi de empresas novatas no mercado publicitário alemão. A agência Jung von Matt detinha o primeiro lugar no ranking de premiação por seis anos e a  Scholz & Friends estava em quarto lugar no Kreativ Index.

Detalhe: a criatividade sempre importou muito para as pessoas no mundo da propaganda e publicidade.

Se uma agência de propaganda tivesse que fazer uma escolha entre o valor agregado aos seus negócios, as chances seriam a de que uma taxa alta de criatividade promoveria a capacidade de apresentar campanhas publicitárias originais, inovadoras e criativas como principal diferencial.

A lógica subjacente é que campanhas criativas entregam resultados de positivos para o cliente.

Você pode entender, então, por que a maioria das agências de propaganda se candidata aos festivais de criatividade publicitários com seriedade.

Pois ganhar um festival (ou prêmios) promove o potencial criativo de um publicitário e sua empresa; e isto é um ativo tangível para os seus clientes atuais e futuros (prospects).

Quando as agências contemplam novas contas publicitárias, recém-conquistadas, elas tem como resposta habitual que a conquista do prospect deveu-se com base no ranking das premiações em criatividade.

A promoção nacional e internacional do profissional criativo de propaganda é determinada, em grande medida pelos resultados obtidos em concursos de criatividade publicitária.
E como o pessoal do departamento de criação de uma agência adora competir com os seus pares...

E além disso, os chefes de agências de propaganda observam os concursos de criação como uma ferramenta chave para a motivação.
Isto é, como os Jogos Olímpicos - se eles não existissem, ninguém jamais teria corrido 100m em menos de dez segundos.

Então, o que inspirou a decisão da Jung von Matt e Scholz & Friends de se retirar de competições criativas em Propaganda e Publicidade?

Pelo menos duas razões vêm à mente.

Primeira, há um grande e crescente número de envios de candidaturas das chamadas “ideais-ouro” ou o que se pode chamar de: “criações zumbis”. Onde as campanhas têm explícito objetivo de ganhar um prêmio de criatividade. E o não propósito de ser exibidas em horário nobre da TV.

Logo: o objetivo é somente empurrar para acima a agência nos rankings criativos, em vez de vender o produto do cliente.

E quando isto acontece, os clientes são, basicamente, lesados.

Há um custo.
Em tempos economicamente difíceis, muitos questionam a ideia de gastar dinheiro em concursos de premiação. Para uma única agência de propaganda, por exemplo, os custos com taxas de inscrição em certames podem facilmente atingir € 1m (nota: mil e trezentos dólares) em cada peça.

Mas a grande pergunta é: - ganhar um prêmio criativo realmente é uma boa medida do potencial criativo de uma agência?

A nossa visão é que há outras medidas funcionais para se avaliar o sucesso em publicidade.

Uma medida que temos aplicado é originalmente baseada nos famosos testes Torrance de Pensamento Criativo (TTCT) (nota: leia mais em www.tcportugal.org/Pages/TorranceCenter.html).

Com o TTCT, nós comparamos 437 campanhas publicitárias a partir de 90 marcas líderes em 10 categorias diferentes de grande consumo na Alemanha.

Com o uso de uma escala de criatividade publicitária desenvolvida a partir de pesquisadores de comunicação da Universidade de Indiana, em 2007, foram avaliados e graduados os níveis de cada criatividade em nossas campanhas publicitárias.

Especificamente, medimos cinco dimensões da criatividade publicitária:

(1) originalidade (O anúncio foi original? Raro; surpreendente; único);
(2) flexibilidade (há relação (link) do anúncio do produto para diferentes ideias, conceitos ou assuntos?);
(3) elaboração (se o anúncio contém detalhes confusos ou numerosos?),
(4) síntese (O anúncio combina naturalmente objetos não relacionados ou idéias?) e
(5) valor artístico (traz o anúncio excelência visual, verbal ou grafica?).

Para controlar os gastos de cada marca de nossos clientes, foi utilizado um modelo de resposta estatístico de vendas interligando: a criatividade da campanha publicitária, os gastos com o anúncio, compra do espaço publicitário, os custos com preços competitivos (de mídia) para avaliar o desempenho de vendas das nossas marcas divulgadas ao longo do tempo.

Descobrimos que a criatividade fez uma grande diferença.

Normalmente, um aumento de 1% no investimento publicitário se traduz em um aumento de 0,2% nas compras, mas para os anúncios mais criativos (pela nossa medida) verificou-se que a capacidade de resposta de compra se aproximou de 0,3%.

A grande lição de tudo isto é que a eficácia de criatividade pode ser medida com bastante precisão. Uma vez que no mundo dos negócios se percebe isso, os pesquisadores encontrarão formas de aprimorar as formas de métricas e modelos que poderão ser usadas e descobriremos o que haverá de melhor sobre os tipos de campanhas criativas.

Sendo assim, nós (da Jung von Matt e Scholz & Friends) só poderemos entregar todas as estatuetas e placas ao arrumar a casa, primeiro.